Por cima de meus ombros,
lanço um olhar
Com ternura te vejo, num
passado,
Por ora a me visitar
Pudera eu, de relance assim,
Somente um tiquinho,
Os planos Dele sondar
O que estará lá para nós?
Será que um dia, lá,
estaremos nós?
Pretenso engano, ao menos,
Supor que o tempo poderia
O som desta voz abafar
Ah!... melodia que me
embala, saudosamente,
Tal qual brisa leve de
Verão
De quando em vez,
harmonicamente,
Notas belas ao tom do
coração
E num piscar de olhos eu
chego à superfície...
Outra verdade não há, cada
qual é seu artífice
Por onde ando, eu não te
vejo
Por onde plantas, não mais
semeio
Distintos campos,
distintas vinhas
E para lá a gente
caminha...
Mas não pense que meus
braços encontram-se abertos
tão somente a tua espera
Não, ocupados, eles têm
aprendido, também,
a abraçar o mundo que os
cerca
Ainda que me chames, tal
qual música por entre frestas,
Eu te respiro e sigo em
frente,
Eis agora minha tarefa






