Quando
era noite, gelada e muda
Percebi
chegada; tão breve... tão sua
Mansamente,
com desvelo, a acolher-me
Tão
doce, minha aura agasalhara à tua
Notas
de baunilha pelo ar...
Toques
atemporais...
Trazendo
precipitação
Leve
e cristalina ao olhar
Entre
o Céu e a Terra
Entre
a Terra e o Céu
Silente
comoção, coração a coração
Tão
singela profundeza
Demove-me
qualquer ação
Mas
pode repousar
Pois
teu apelo
Nunca
será em vão
À
força de um sussurro
Um
sopro que me resta
Eu
afugento aquilo tudo
Que
te afliges ainda o coração
Shhh...
Dorme em mim...
Teus
pés doem...
Dorme,
sim...
O
Sol descerra meus olhos
Envolve-me
em seu calor
Ele
é o mesmo que te abraça
A
longas distâncias, também, meu amor
Que
os raios dele acendam luzes em ti
Que
te atinjam o coração
Tal
qual um choque
Te
levando a despertar
Um
dia te encontrarás
Um
dia tornaremos a nos encontrar
Um dia...
Nenhum comentário:
Postar um comentário