Crianças no jardim
Lépidas a brincar
Serelepes que só
A viver tardes sem fim
Crianças no jardim
Apressadas a brincar
Distraídas que só
Mal ouviram os querubins
Duas crianças
Pela estrada sem fim
As palmas mediam
E o coração batia “sim”
Pobres crianças
Pequeninas no jardim
Se as almas cantarolavam
Pela boca não era assim
Crianças, crianças
Que caminham aos confins
Passo e passo separados
Que ainda rimam afins
Crianças celestes
Filhas do amor sem fim
Aguardando e trabalhando
Até o convite dos serafins
Crianças divinas
Dotadas de amor sem fim
Haverá de novo a tarde
De reencontro no jardim

