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sábado, 21 de dezembro de 2013

Tarefa

Por cima de meus ombros, lanço um olhar
Com ternura te vejo, num passado,
Por ora a me visitar
Pudera eu, de relance assim,
Somente um tiquinho,
Os planos Dele sondar

O que estará lá para nós?
Será que um dia, lá, estaremos nós?
Pretenso engano, ao menos,
Supor que o tempo poderia
O som desta voz abafar

Ah!... melodia que me embala, saudosamente,
Tal qual brisa leve de Verão
De quando em vez, harmonicamente,
Notas belas ao tom do coração

E num piscar de olhos eu chego à superfície...
Outra verdade não há, cada qual é seu artífice
Por onde ando, eu não te vejo
Por onde plantas, não mais semeio
Distintos campos, distintas vinhas
E para lá a gente caminha...

Mas não pense que meus braços encontram-se abertos
tão somente a tua espera
Não, ocupados, eles têm aprendido, também,
a abraçar o mundo que os cerca
Ainda que me chames, tal qual música por entre frestas,
Eu te respiro e sigo em frente,
Eis agora minha tarefa



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