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terça-feira, 23 de abril de 2013

Antítese...


Você não vai saber
Não vai sentir
Não vai descobrir
Tudo o que um dia poderia
Mas que resolveu não permitir
Saberá que o tempo passou
Sentirá a presença do que ainda existe
E descobrirá que uma vida de arrependimentos
É tudo o que sabe, permite e insiste
...
Acorda e vem
Vem hoje ou amanhã
O que passou, passou
E o que importa não voou
Existe aqui
Desde ontem, hoje
Sempre e mais além
Acorda, bem!...
Ainda há tempo
Vem... 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Olha ao teu redor...


Eu te vejo assim, brincando, pulando...
Pintando de cores cintilantes a fachada do teu lar.
Há grande empenho em mantê-lo de pé...
...e também há pressa em redecorar suas fissuras, não é?
Ao teu redor há cimento, há pás...
Há mãos laboriosas e dispostas a tuas vigas solidificar.
Mesmo assim, corres por entre pedras e baldes tombados...
Saltando por cima de fossos e arames farpados.
Será só traquinagem?...
Haverá a hora de crescer um dia, pequena criança.
Nem que para isso tenhas que ver tuas esculturas de areia se desfazendo...
Dançando ao vento, junto com teus castelos infláveis e panos coloridos.
Não temas o vendaval, num dia ou noutro ele varre o que se constrói no pó.
Não o culpes, não, pequena criança.
Tua terra será limpa para que recomeces tua tarefa.
O que é verdadeiro jamais perecerá...
Estará perto, ao teu lado e em ti. Sempre.
Olha ao teu redor... 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

E se?...

Geralmente, conforme avançamos, passamos a ver o passado com outros olhos. O amadurecimento, muitas vezes, nos afirma que teríamos tomado outra resolução se estivéssemos de volta àquela dada situação. Há quem se torture com pensamentos como "ah, se eu...", "mas e se?...". É, o momento se foi, mas não devem haver motivos para reminiscências, não, pois o que fizemos era exatamente o que estávamos aptos a fazer na época, e, talvez, até o que, de fato, necessitávamos vivenciar. Se é para se fazer cobranças, que as façamos no presente. O passado foi como deveria ter sido. Cabe-nos, agora, recolher todas as lições que avistamos pelo caminho e abarrotar as malas de aprendizado para os momentos futuros. A tarefa, a árdua tarefa de praticar o que aprendemos, fazendo os ajustes necessários, é algo para hoje, para amanhã, para sempre. Adiar esse processo é nos depararmos, novamente, com as mesmas situações de sempre, as mesmas dores e as mesmas frustrações. Nunca sabemos que oportunidades e planos a vida nos reserva, mas, certamente, quando o servidor está pronto, o serviço aparece. Que nos prontifiquemos e nos tornemos merecedores

Se...


E se houvesse sido dito algo em meio ao som das cordas?
E se houvesse sido dada uma chance sob a grama, embaixo do céu e do Sol?
E se a escolha feita houvesse sido a de se unir às luzes da cidade ao cair da noite estrelada?
Ao passado, a reflexão.
Ao presente, o crescimento.
Ao futuro, a certeza de que...
Se partir, serei a lembrança querida.
Se voltar, serei o calor de um abraço.
Se ficar, serei a chama branda que aquece.
Se tropeçar, serei o afago.
Se tombar, serei a mão estendida.
Se perder o controle, serei braços fortes e olhar terno.
Se perder o rumo, serei o farol a clarear o breu.
Em silêncio, serei o coração que emana amor.
Em resguardo, serei a alma que reparte luz.