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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Daqui para lá...


Havia uma janela, um tanto opaca, um tanto bela.
Vi borrões, vi cores e rastros de esgoela.
A chuva caía, o vapor subia e a paisagem ia...
O Sol voltava, radiante, que bem que me fazia!...
Um passo mais, agora perto, que transparência!...
Morri tão cedo? Nasci de novo? Não, tanto faz...
É somente a luz que aviva a consciência.
Os ventos sopram, as aves voam e a banda passa.
A rosa brota, as flores crescem, a vida fala.
À beira dela, bem na janela, o segredo adentra...
Ilusão, que nada. Sorriso largo... que só aumenta.
Ainda lá, cerrando o olhar, a brisa leve vem lhe falar...
“Esteja aí, esteja bem, pois o que vai, de volta vem”.
Passos pra lá, janela cá, e a tal da música ainda a soar.
A casa cheia, de sons e cores, luzes e amores, aqui e acolá.
Abri a porta, pois que entre, sim, pode entrar... 

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