Pages

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Alma Minha

Não posso negar, não, Alma minha
Se destinos restarem divididos
E não mais se colidirem
Caberá a mim dizer
Sem você, seguirei só
Sem você, nenhum outro alguém jamais haverá de ser
Seguirei só, mas não estarei só, Amor meu
Pois seguirei à luz dessa chama que me acompanha
Que me alimenta, me pacifica
E que me felicita a alma a cada dia
Não chore, não, Alma querida
Dor mesmo seria não ter tido a tua luz despertando-me à Vida
Dor mesmo seria eu machucar-te algum dia, pois que morreria eu à sombra de densa agonia
Ó Alma minha, seguirei só
Mas sempre em sua amada e eterna companhia
Seguirei só, pequena criança que sou
Crepitando na chama viva e bela desse enorme Amor
Desse enorme Amor, maior do que eu mesma sou 



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Hiato

Foi-se o barco a velejar
Do Porto saiu
Para ao Porto retornar
Ó belezas que ficam para trás
Mas por todo lado a água está
O que se foi não foi
Pois por ela está sempre a retornar
Tal o balanço incessante das ondas do mar

É preciso navegar
Ainda que para lá e para cá
Vá o barco oscilar
O que somos nós em meio ao mar?
Pequenos, pequenos a velejar
Ao sopro da Esperança
Aprendendo as velas da Fé e do Amor içar
Para que grandes possamos ao Porto retornar

Mas diz que essa noite vai passar
Estrelada que seja ela
É noite ainda em alto mar
Sinto a falta do Sol
É frio, é escuro
Sem seu calor a me tocar
Diz que esse inverno vai cessar
Ainda que seja noite de luar

Deixa esse hiato se quebrar
Nas ondas que nos levam para lá e para cá
Peço a Ti "nos guie ao Norte sem cessar"
Mas choro a Ti, suplico a Ti
Ainda que sob as estrelas e à noite de luar:
Deixa, Pai, esse hiato se quebrar
Viajores nós,
Em ponto B e em ponto A,
Não te conviria aproximar?


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sou Chuva

Sinto chuva
Quando em mim baixam
As nuvens da lembrança
Fazendo emergir
Vapores de outrora
Que em abundância
Minha alma inundam
De comoção e esperança

Sinto-me chuva
Quando a tua aura
Orvalha a minha
Deságuo eu em córrego
Para toda direção
Irriga-se minha alma
E me transbordo
Nesta mais santa afeição

Sou chuva
Fluindo-me em profusão
Vertendo de todo Espírito
A cada bater do coração
Sou chuva
Jorrando-me em canção
Sussurrando-te ao Espírito
O som do Amor Sem Condição

Sou chuva
Pois que te amo
Sou toda chuva
Pois que em todo te amo


domingo, 12 de julho de 2015

Vida em Nós

Diria eu que a vida
Ganha vida mesmo
Quando vivida assim
Em substância
Em essência, lá de dentro
Longe do alcance
Daquilo a que se atribui preço
Daquilo que se deteriora,
Se consome e se esgota
A vida, a Vida mesmo
Não se acaba, não se esvai
E também não passa
O que é da Vida
Vivo fica
E Vivo está
Pois se repleta, se nutre
E se renova
Em beleza, simplicidade
E harmonia
Quando vive em nós
A Vida de verdade
Que tudo vivifica
Desperta a alma
Ao chamar da Imortalidade
E nessa chama viva
Que, em verdade, somos nós
Amor e Vida se confundem
E me fazem perguntar...
Seria a Vida
O efeito do vibrar do Amor?
Ou o Amor
Da Vida seria
O vital mantenedor?