Sabe aquele som que faz, quando uma criança brinca de balanço? E se embala pra frente, pra trás... Risos aqui e acolá... E no meio de tudo isso, se ouve aquele barulhinho dos metais se atritando, os quais parecem já não ver óleo há um bom tempo...
Toda vez que ouço esse barulhinho, imagens cruzam os meus olhos... revelando cores em movimento, rostos amigos, cantorias sapecas... Por uma fração de segundo, é como se eu pudesse enxergar a manifestação da mais plena alegria em todos os lugares.
Ah, infância... A Era da Alegria Sem Fim, onde momentos se eternizavam e sugeriam que o “mal” nunca haveria de nos encontrar.
É... a vida vai se mostrando aos poucos, nos exigindo coisas diferentes.
A caminhada continua, cada etapa ao seu turno. Nossas pegadas ficaram nas areias daquele tempo e daquele lugar, mesmo assim, seus ecos ainda repercutem dentro de nós... com carinho, alegria e satisfação.
Mas quando escuto ‘aquele’ som... Ah, eu me transporto novamente para aquela saudosa e viva pracinha.
