A passear por um jardim de
flores
Seguia ela para lá e para cá
Ora espinhos, ora pedras
Dizia a moça: “Oh, devo
cuidar”
Mãos na terra e sementes nas
covas
Bem ditosa, punha-se a regar
Num dia desses de leves
cores
Ao chão ia ela se ajoelhar
Nascera ali naquelas terras
O que lhe custava acreditar
Orvalho trazia ela no olhar
Tocada, via plumas a flutuar...
em ciranda rodar...
Via o tempo parar
E da voz saía o coração a gorjear:
“A mais bela flor
A mais bela flor do meu amor
Que ilumina o jardim do meu
interior
Como é suave o teu tocar
Como é leve o teu frescor
O abraçar do teu perfume me
é enternecedor
Minha mais bela flor
Vive tu no meu jardim pra
sempre
Viva está assim em mim pra sempre”

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