Trago nos olhos d’alma
A luz impressa da rota a
trilhar
A claridade que acende
No horizonte como bólido a
inflamar
Me detém e me cerca
Nem meus pés
Nem meu olhar
Podem dela desviar
Seguirei, por ela seguirei
Outro caminho não há
Outro caminho não se
permitirá
Um passo que se dê
Fora dela bastará
Para que se façam sombras
Na face nossa
Que em retrato de dor
E de amargura se converterá
Ah, não resista ao seu
chamar
Não desvie dela o olhar
A escuridão é densa demais
Para quem se perde ao
caminhar
Vem, estendo-te a mão
Não estamos sozinhos
Não há solidão
Quando se tem visitado o
coração
Pela Luz da Vida
Que nos imanta à reta
direção
Vem, vamos caminhar
Vamos a nossa Luz brilhar
Para que na chama dela
Se amplifique tudo aquilo
Que a Vida tem a acrescentar
Sigamos, sigamos por ela
Pela Luz que nos abraça
E que no coração da Alma
nossa
Se revela e põe-se a falar:
Vem, segue-me,
Outro caminho não há.


