Aquelas róseas pétalas de doce aroma
Brotavam plácidas
Por entre a densa lama
Acercamo-nos de suas notas suaves
Balsamizando, céleres
Nossos sentidos frágeis
Tamanhas as nossas incertezas...
Mutuamente declaramos
A guerra das nossas fraquezas
Ó, desabrochar terno e de candura
Nem percebemos
Os botões de nossa ventura
Raios de Sol a cruzar nossas vistas
Mal continham nossas cegas desditas
Cristalina garoa de cima vertida
Que traz à tona a verdade escondida...
Bendita água da vida
Que retifica o passo
Ao expor a ferida
Pendia turva de outrora
A alma moça
Que não mais demora
Ó lama dispendida
Converteu-se em pura
Luz à senda da vida
Do olhar, cessam borrões
Dando lugar
A paisagens de botões
Plantou-se no coração
A flor nascida
De orvalhada transformação
Ó querela do calor
Consolidou pra sempre


