Ela
vai acariciar, de leve, teu rosto
Retendo
os dedos, placidamente,
Em
teu queixo à luz exposto.
Os
olhos dela aos olhos teus,
Com
ternura e com firmeza,
Sem
mais véus em meio ao breu.
Noites
de sombras
E
vultos ao vento.
Há
ainda espaço
Para
tanto desalento?
Doce
brilho de candura
Que
escapa de teu olhar
Cabisbaixo,
de receio e de brandura.
Ela,
com seus braços abertos,
Recebe
do teu sorriso dócil
Aos
teus passos incertos.
Ó
dias de fugas
E
correr renitente.
Se
tão perto
Por
que sabotares tua mente?
Ela
sorve o lamento;
Gosto
acre, gota a gota,
Já
é de seu conhecimento.
A
fronte ao alto ao nosso norte
Ela
te beija a face, com amor,
A
desejar-te boa sorte.
Ela
velará por teus ensaios
Às
obras retas.
Não
estará em palcos,
Tampouco
em peças
Ou
na plateia; estará lá,
Nos
bastidores do tempo,
Aguardando por tua estreia. 
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