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sábado, 25 de maio de 2013

Bastidores do Tempo...


Ela vai acariciar, de leve, teu rosto
Retendo os dedos, placidamente,
Em teu queixo à luz exposto.
Os olhos dela aos olhos teus,
Com ternura e com firmeza,
Sem mais véus em meio ao breu.

Noites de sombras
E vultos ao vento.
Há ainda espaço
Para tanto desalento?

Doce brilho de candura
Que escapa de teu olhar
Cabisbaixo, de receio e de brandura.
Ela, com seus braços abertos,
Recebe do teu sorriso dócil
Aos teus passos incertos.

Ó dias de fugas
E correr renitente.
Se tão perto
Por que sabotares tua mente?

Ela sorve o lamento;
Gosto acre, gota a gota,
Já é de seu conhecimento.
A fronte ao alto ao nosso norte
Ela te beija a face, com amor,
A desejar-te boa sorte.

Ela velará por teus ensaios
Às obras retas.
Não estará em palcos,
Tampouco em peças
Ou na plateia; estará lá,
Nos bastidores do tempo,
Aguardando por tua estreia. 


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