Revejo o jardim no qual à
lide me entreguei
Não posso expressar o quanto
o vejo bem
Está perfumado de paz à luz do
Astro Rei
Quem diria que vingaria nele
o amor que cultivei
Não é por surpresa que de
joelhos vou ao chão
Nasceu a vida aqui, e
renasceu também meu coração
Consagro a Ti, Pai, a dádiva
que me deste de sorrir
Como se trouxera em mim
mesma um filho em gestação
É esse amor o filho da minha
alma a quem me dou em devoção
Diante desse jardim, ao
brilho do Sol e ao aroma da paz
Forças sublimes congregam-se
em mim
E posso eu, amor, jurar
És como um filho em
gestação, que estou em mim a carregar
És amor da minha alma que
jamais hei de abandonar
És raiz na terra do meu
coração
Que me dota de asas a cada
dia essa santa afeição
Ah, desse jardim eu sigo a
jurar
Que é nessas asas que estou
a me salvar
E da vida teria desistido a
cada dia
Não fossem as flores que fazes
em mim desabrochar
Ah, estou de pé
Diante da obra de luminosa
beleza que me auxilias a cultivar
Devo a ti também a
consagrar, a ti a quem me ponho a devotar
Em todo o amor que me posso
derramar
O filho que em mim se gerou
As flores em mim que levam
tua cor
Ah, silencio eu diante de tamanho
esplendor
Obrigada, Pai, pelo filho que
me deste do amor
E nesse momento
Do Altar de meu coração
A ti e a Ele selo o meu
Juramento

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