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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Meu Juramento

Revejo o jardim no qual à lide me entreguei
Não posso expressar o quanto o vejo bem
Está perfumado de paz à luz do Astro Rei
Quem diria que vingaria nele o amor que cultivei

Não é por surpresa que de joelhos vou ao chão
Nasceu a vida aqui, e renasceu também meu coração
Consagro a Ti, Pai, a dádiva que me deste de sorrir
Como se trouxera em mim mesma um filho em gestação
É esse amor o filho da minha alma a quem me dou em devoção

Diante desse jardim, ao brilho do Sol e ao aroma da paz
Forças sublimes congregam-se em mim
E posso eu, amor, jurar
És como um filho em gestação, que estou em mim a carregar
És amor da minha alma que jamais hei de abandonar
És raiz na terra do meu coração
Que me dota de asas a cada dia essa santa afeição
Ah, desse jardim eu sigo a jurar
Que é nessas asas que estou a me salvar
E da vida teria desistido a cada dia
Não fossem as flores que fazes em mim desabrochar
Ah, estou de pé
Diante da obra de luminosa beleza que me auxilias a cultivar
Devo a ti também a consagrar, a ti a quem me ponho a devotar
Em todo o amor que me posso derramar
O filho que em mim se gerou
As flores em mim que levam tua cor
Ah, silencio eu diante de tamanho esplendor
Obrigada, Pai, pelo filho que me deste do amor
E nesse momento
Do Altar de meu coração
A ti e a Ele selo o meu Juramento 

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