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sábado, 25 de maio de 2013

Bastidores do Tempo...


Ela vai acariciar, de leve, teu rosto
Retendo os dedos, placidamente,
Em teu queixo à luz exposto.
Os olhos dela aos olhos teus,
Com ternura e com firmeza,
Sem mais véus em meio ao breu.

Noites de sombras
E vultos ao vento.
Há ainda espaço
Para tanto desalento?

Doce brilho de candura
Que escapa de teu olhar
Cabisbaixo, de receio e de brandura.
Ela, com seus braços abertos,
Recebe do teu sorriso dócil
Aos teus passos incertos.

Ó dias de fugas
E correr renitente.
Se tão perto
Por que sabotares tua mente?

Ela sorve o lamento;
Gosto acre, gota a gota,
Já é de seu conhecimento.
A fronte ao alto ao nosso norte
Ela te beija a face, com amor,
A desejar-te boa sorte.

Ela velará por teus ensaios
Às obras retas.
Não estará em palcos,
Tampouco em peças
Ou na plateia; estará lá,
Nos bastidores do tempo,
Aguardando por tua estreia. 


domingo, 5 de maio de 2013

Desvelo...


Quando era noite, gelada e muda
Percebi chegada; tão breve... tão sua
Mansamente, com desvelo, a acolher-me
Tão doce, minha aura agasalhara à tua
Notas de baunilha pelo ar...
Toques atemporais...
Trazendo precipitação
Leve e cristalina ao olhar
Entre o Céu e a Terra
Entre a Terra e o Céu
Silente comoção, coração a coração
Tão singela profundeza
Demove-me qualquer ação
Mas pode repousar
Pois teu apelo
Nunca será em vão
À força de um sussurro
Um sopro que me resta
Eu afugento aquilo tudo
Que te afliges ainda o coração
Shhh... Dorme em mim...
Teus pés doem...
Dorme, sim...
O Sol descerra meus olhos
Envolve-me em seu calor
Ele é o mesmo que te abraça
A longas distâncias, também, meu amor
Que os raios dele acendam luzes em ti
Que te atinjam o coração
Tal qual um choque
Te levando a despertar
Um dia te encontrarás
Um dia tornaremos a nos encontrar
Um dia... 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Presente...



“Filha, desce aí mais uma vez...
Tu vais fazer mais umas coisinhas
E terás algo a mais te servindo de estímulo.
O destino dos homens
É se abrir para esta verdade, minha filha,
De alguma forma, ela desabrochará no coração de todos.
Eu te concederei revivê-la, minha pequena...
Desta vez, neste tempo,
Creio que saberás o que fazer”
Ah... Tu sabes o que em mim reside...
Sabes que o apelo que a Ti levo
É feito em verdade e em abnegação
Seria como o Teu Sol em meu espírito
Tua luz em minha estrada
Permitir que tal alcance me fosse conferido
Sob os moldes deste mundo, também
No qual ainda habito
Mas tudo bem, eu sei...
É aos Teus desígnios que me submeto
De bom grado, Pai
Pois o maior dos presentes já me deste...
O presente que reavivou minha alma
Em certeza e em verdade
Fazendo com que pudesse voltar a Ti
E reconduzir meus passos à Vida Maior.