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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tesouros

Veja só as belezas que traz aí
Como assim delas está só?!
Não há quem tenha sido feito assim
É escuro, é apertado
Difícil de encontrar
Eu o sei, também já estive aí
Mas dê-se a chance de sorrir
De olhar para si
Com o olhar de uma criança
Sempre pronta a descobrir
Ah, não adianta mentir para si
E nem para mim
Pois que vejo tudo que está aí
E te digo:
Que mundo belo encontro em ti!
Vejo a alma que sorri
Ávida para sair
É, talvez seja isso
Como avistar essas belezas
Deixando a alma presa aí?
Sei, há tanto para fazer
Mas tanto daquilo que faz perder
Perder-se de si
E da alma que podia ser feliz
Dói dizer
Mas às vezes fazemos tanto
Tanto para ter e conseguir mais outro tanto
E, no fim, dá para sentir-se mesmo feliz?
Restamos cheios de tudo que não preenche o vazio
De tudo que não faz a alma sorrir
Ora, isso não é para ti
Não deve ser assim
Acredita em mim quando digo que tesouros muitos existem aí?
Não os deixe sumir na areia
É tempo de os descobrir
É tempo de encontrar-se a si
Sim, a si mesmo, de onde os tesouros vêm
Ora, somos Dele imagem e semelhança
Que ventura o que Ele nos deu à alma como Herança
Ah, não se pode resistir
Lembre-se, vou repetir:
Belezas muitas tens aí

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