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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Flor Luminescente

E quando me vejo ao espelho
Ao tempo em que vagalumes lampejam
Reflete ele, também, as sombras que vicejam
Ah, em que retrato me vejo
Noites e dias que em mim mesma reconheço

Ah, meu reflexo no espelho
Tempos há em que as vistas se escurecem
E fecham-se os poros à Luz e ao Sol que nos aquecem
E tudo que eu vejo
Vultos e sombras, quando da Luz da Vida me esqueço

Mas à noite densa eu percebo
Sob o céu profundo em nebulosa azul escura
És tu a esperança branda que aos páramos fulgura
Sim, no meu reflexo eu te vejo
Tal flor luminescente na escuridão da alma minha, eu confesso

E assim menos me perco
E da Luz da Vida também menos eu me esqueço
Pois me eleva ao Infinito a luminescência tua viva em meu espelho
É por ti que chego
À Causa Primeira de toda luz que vejo


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