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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Escolha que se Faz

Às vezes ela olha para trás
Parece até se lamentar
Ainda que saiba
Que sucedeu-se tudo da forma 
Que melhor deveria se dar
Do contrário, e tudo estaria 
A se agravar e a piorar
Pois era pequenina a moça ainda
E recém hoje tem aprendido
A melhor olhar e caminhar
Às vezes o ontem a vem visitar
Em telas vivas de som
De cores e brilhos que se instalam no olhar
Ela sabe que não deve lamentar
As escolhas de outrora
Demonstram agora
O Amor que acendeu
Derrubando os véus da ilusão
Que a mantinham junto ao breu
Ah, bendita Chama que irrompeu
Não se pode escolher mais
Aquilo que não leve ao clarão teu
Escolher a tua estrada
É viver a paz na caminhada
Viver a escolha que se faz
Em Amor e em Verdade
É seguir leve, radiante, sem olhar para trás
Eis porque vai a moça alegrada
Vive ela o que escolhe
Com Amor e com Verdade

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