Às vezes ela olha para trás
Parece até se lamentar
Ainda que saiba
Que sucedeu-se tudo da forma
Que melhor deveria se dar
Que melhor deveria se dar
Do contrário, e tudo estaria
A se agravar e a piorar
A se agravar e a piorar
Pois era pequenina a
moça ainda
E recém hoje tem aprendido
A melhor olhar e caminhar
Às vezes o ontem a vem
visitar
Em telas vivas de som
De cores e brilhos que se
instalam no olhar
Ela sabe que não deve
lamentar
As escolhas de outrora
Demonstram agora
O Amor que acendeu
Derrubando os véus da ilusão
Que a mantinham junto ao
breu
Ah, bendita Chama que
irrompeu
Não se pode escolher mais
Aquilo que não leve ao clarão
teu
Escolher a tua estrada
É viver a paz na caminhada
Viver a escolha que se faz
Em Amor e em Verdade
É seguir leve, radiante, sem
olhar para trás
Eis porque vai a moça alegrada
Vive ela o que escolhe

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