Queria eu o meu todo te dar
Mas, por enquanto, quase
nada
Te posso ofertar
Nem ouro nem prata
São apenas migalhas
Que te posso lançar
Esperando que a ti
Este quase nada
Te possa auxiliar
Ainda assim
O pouco que posso te dar
Está cheio do todo
Que tenho para te ofertar
O que vem de mim
É pétala a flutuar
Que chega a ti
Ao sopro do todo
Que me faz amar
É pouco o que posso te dar
Mas ao dar-te tão pouco
Dou-te tudo do meu todo
Que há em mim para te dar
Saiba de mim
Que abundante é o todo
Nesse quase nada a te ofertar
O que tenho de mim
É tudo aquilo que tenho a te
lançar
Para que o solo de ti
Da migalha a semente
Possa também germinar
Rendendo os frutos e as
flores
Do coração teu a desabrochar
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