Pages

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Última Hora

Já é hora de voltar
Voltar ao encontro de nós mesmos
Ao encontro do nosso Eu Superior,
O Deus em nós,
E religarmo-nos novamente
Ao Soberano Criador

É chegada a hora de voltar
Os dias avançam céleres
São tão breves
Que desaparecem
Ante a Eternidade que ecoa sem cessar

Bolhas de sabão os momentos de ilusão
Fugidios arroubos que nos prendem à escuridão

As luzes do mundo nos clamam a atenção
Mas vai para adiante deste a nossa vera obrigação

Desbravando terras longínquas em perdição
À noite vêm as sombras que nos enregelam o coração

Transborda-se o cálice de amargura e frustração
O homem que é Espírito não vive só de pão

Já é hora de voltar
Voltar a habitar a casa de nós mesmos
A habitar o Santuário construído de Amor,
O estado numinoso do Si,
E descobrirmos em nós próprios
A rota ao Verdadeiro Esplendor

É grave a hora agora
Pois cada hora é a Última Hora
De que dispomos para voltar

Voltemos enquanto é tempo
Voltemos enquanto ainda podemos caminhar


Nenhum comentário:

Postar um comentário