Já é hora de voltar
Voltar ao encontro de nós
mesmos
Ao encontro do nosso Eu
Superior,
O Deus em nós,
E religarmo-nos novamente
Ao Soberano Criador
É chegada a hora de voltar
Os dias avançam céleres
São tão breves
Que desaparecem
Ante a Eternidade que ecoa
sem cessar
Bolhas de sabão os momentos
de ilusão
Fugidios arroubos que nos
prendem à escuridão
As luzes do mundo nos clamam
a atenção
Mas vai para adiante deste a
nossa vera obrigação
Desbravando terras
longínquas em perdição
À noite vêm as sombras que
nos enregelam o coração
Transborda-se o cálice de
amargura e frustração
O homem que é Espírito não
vive só de pão
Já é hora de voltar
Voltar a habitar a casa de
nós mesmos
A habitar o Santuário
construído de Amor,
O estado numinoso do Si,
E descobrirmos em nós
próprios
A rota ao Verdadeiro
Esplendor
É grave a hora agora
Pois cada hora é a Última
Hora
De que dispomos para voltar
Voltemos enquanto é tempo
Voltemos enquanto ainda
podemos caminhar

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