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domingo, 30 de março de 2014

Botões no Pântano

Aquelas róseas pétalas de doce aroma  
Brotavam plácidas  
Por entre a densa lama 
  
Acercamo-nos de suas notas suaves  
Balsamizando, céleres 
Nossos sentidos frágeis 

Tamanhas as nossas incertezas... 
Mutuamente declaramos 
A guerra das nossas fraquezas 

Ó, desabrochar terno e de candura 
Nem percebemos 
Os botões de nossa ventura

Raios de Sol a cruzar nossas vistas 
Mal continham nossas cegas desditas 
Cristalina garoa de cima vertida 
Que traz à tona a verdade escondida... 

Bendita água da vida 
Que retifica o passo 
Ao expor a ferida 

Pendia turva de outrora 
A alma moça 
Que não mais demora 

Ó lama dispendida 
Converteu-se em pura 
Luz à senda da vida 

Do olhar, cessam borrões 
Dando lugar 
A paisagens de botões 

Plantou-se no coração 
A flor nascida 
De orvalhada transformação 

Ó querela do calor 
Consolidou pra sempre 
A chama viva do amor


2 comentários:

  1. Tamanhas as nossas incertezas...
    Mutuamente declaramos
    A guerra das nossas fraquezas

    É, teus escritos no blog sempre fazem pensar...

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    Respostas
    1. Que bom, Junior! Fico contente, pois para alguma coisa eles servem! Rsrs =)

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